segunda-feira, 30 de agosto de 2010

A asa do morcego já foi uma pata??

    Provavelmente sim. Talvez você nunca tenha pensado nisso, mas pesquisadores já pensaram e pesquisaram. O mamífero ancestral do morcego provavelmente possuía patas, e as asas foram se desenvolvendo com o passar do tempo, e, no ambiente em que os ancestrais do morcego viviam, melhor se adaptaram aqueles que possuíam as asas. A seleção natural continuou e hoje temos o morcego atual: o único mamífero voador.

   Ou seja, a seleção natural que agiu no ancestral do morcego favoreceu aqueles que utilizavam suas patas para voar!
   Mas você deve estar se perguntando: o que eu tenho a ver com isso?
   Pois bem, você também é um mamífero e não usa suas patas, digo, braços para voar. E se observarmos atentamente o esqueleto dos mamíferos (por exemplo, o seu esqueleto com o esqueleto de um morcego) podemos perceber semelhanças entre eles. Assim podemos notar que existem diferentes funções para os mesmos órgãos.

   Nessa figura podemos ver que um homem, um gato, uma baleia e o tão falado morcego (todos mamíferos) possuem os mesmos ossos dando sustentação e movimento ao membro anterior.

Enfim...
   Biólogos adoram dar nome às coisas e também deram nome a essa coincidência:
- órgãos homólogos: aqueles membros que tiveram origem embrionária semelhante, mas função diferente. Por exemplo: a asa do morcego, que serve para voar, e a nadadeira de uma baleia, que serve para nadar.
O que nos leva a divergência evolutiva, que é a diversificação dos órgãos adaptados a diferentes funções.

   E o contrário disso são os:
- órgãos análogos: aqueles que têm origem embrionária diferente, mas exercem funções semelhantes. Por exemplo: a asa do morcego, que serve para voar, e a asa de um inseto, que também serve para voar.
O que nos leva a convergência evolutiva: organismos diferentes que desenvolveram estruturas e formas corporais semelhantes.

   Você e o morcego tem órgãos homólogos! E daí?
   E daí que isso é uma evidência evolutiva. As semelhanças entre o morcego e você indicam que vocês provavelmente descendem de um ancestral em comum.
   A estrutura anatômica do morcego pode ser utilizada de uma forma diferente da sua, mas o padrão estrutural segue o mesmo que o seu.


TAREFA!!
   Darwin fez e aconteceu até que conseguiu comprovar que os seres vivos evoluem e sofrem seleção natural. MAS ele não conseguiu explicar a origem da grande diversidade de seres vivos.
   Hoje já sabemos como: Teoria Moderna da Evolução! Sua tarefa é descobrir quais os principais fatores evolutivos que esta teoria considera. ESSA É PARA ENTREGAR!

domingo, 22 de agosto de 2010

The Simpsons - Homer Evolution

video

Ideias Evolucionistas

Como já sabemos, Lamarck não foi feliz com sua teoria (furada) sobre evolução. Por exemplo,hoje já está bem claro para todos que os músculos que cultivamos na academia não serão herdados por nossos filhos, ou seja, os caracteres adquiridos pelo uso ou desuso de órgãos não serão transmitidos aos nossos queridos filhotes.

E onde entra Darwin nessa história?

Charles Darwin criou o homem. Ou, pelo menos, inventou o que hoje nós conhecemos como homem. Antes dele, éramos o centro do Universo, a obra sublime da criação. Agora somos apenas mais uma entre milhões e milhões de espécies, um bicho de origem nada especial.


Viajando a bordo do Beagle, Darwin teve a oportunidade de explorar vários lugares. Um deles foi Galápagos, onde aportaram em 15 de setembro de 1835, após quase 4 anos de expedição. Ele pintou e bordou com tudo o que pôde naquele lugar perdido no tempo. Pegou carona nas tartarugas (“Era difícil manter o equilíbrio.”), tirou onda com as iguanas (“Ela ficou olhando para mim como se quisesse dizer: Por que você puxou a minha cauda?”) e encheu o bucho de iguarias exóticas (“Tatu é um prato excelente quando assado em sua carapaça.”). De quebra tirou de lá a inspiração para a idéia mais importante e assustadora da história da ciência.


ESSA PARTE É A MAIS IMPORTANTE!

As conclusões de Darwin
Darwin viu:
• a quantidade de animais aumentando rapidamente. Por exemplo, coelhos podem ter 15 filhotes em uma ninhada só, e isso pode acontecer de 3 a 5 vezes por ano!!!
Darwin viu:
• populações naturais mantendo aproximadamente o mesmo número de indivíduos, ou seja, dos 15 coelhinhos alguns morrem de fome, outros de alguma doença...(enfim, a vida é cruel)
Darwin CONCLUIU:
A cada geração morre grande número de indivíduos, muitos deles sem deixar descendentes (alguns coelhinhos morreram virgens...a vida realmente é cruel!).

Darwin viu:
• vários animais da mesma espécie, porém com muitas diferenças entre si. Todos nós (homens) somos da mesma espécie, mas uns tem olhos claros, outros tem a pele mais escura, etc e tal.
Darwin CONCLUIU:
Os animais de uma mesma espécie diferem quanto a varias características, inclusive aquelas que fornecem vantagem em se adaptar a certos ambientes. Por exemplo, pessoas com pele muito clara viram “camarões” quando vão a praia, o que não acontece com os mais morenos. Isto é a SELEÇÃO NATURAL ou SOBREVIVÊCIA DOS MAIS APTOS.

Prometo que é a última vez que Darwin vê alguma coisa!

Darwin viu:
• que a maioria das características dos filhos eram herdadas dos pais. Ou seja, o nariz que você carrega provavelmente se parece muito com o nariz de um de seus pais.
Darwin CONCLUIU:
Os mais aptos sobrevivem e tendem a transmitir aos descendentes as características que são relacionadas a esta maior aptidão para sobreviver. Enfim, a seleção natural favoreceu, ao longo de gerações, a permanência e o aprimoramento do nariz que você tem, faça bom uso dele.

TAREFA!!!! (não pensou que nós íamos esquecer disso, neh?)
Darwin viu e concluiu muitas coisas. Mas como a sua teoria pode ser testada? Resposta: através das evidências da evolução biológica! Você deverá pesquisar (em qualquer lugar, pode ser no livro) e trazer escrito no caderno:


- O que é um fóssil?
- O que são órgãos homólogos?
- O que são órgãos análogos?


NÃO É PARA ENTREGAR!
VALE NOTA!
NÃO É PARA ESCREVER UM TEXTO DE 20 LINHAS!



NO LIVRO: o assunto deste post está no livro (que coincidência!): capítulo 9 – página 184.


Partes desse texto foram retiradas da reportagem Evolução da Evolução da revista Superinteressante.